quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

JATEAMENTO DE C0² MELHORA PERFORMANCE DO ENSAIO IRIS


O Ensaio  IRIS – Internal  Rotary Inspection System-  é  o  método  mais  avançado  para   avaliar  a  espessura  dos  tubos  de  um  permutador  de  calor  e  identificar  as   condições em  que  os  mesmos  estão  operando  num  equipamento  casco-tubo,  a fim  de  que  a  troca  de  fluidos se  realize nos  padrões   desejados.

Desde  1992,  quando  está  técnica   foi   introduzida  entre  nós, que   a   engenharia  nacional  vem  trabalhando  para  aperfeiçoar  o   seu   funcionamento. Atualmente, modernos  equipamentos  digitais proporcionam   melhores resultados do  Ensaio  IRIS,   sistema  que  se  baseia na  técnica  ultra-sônica de  pulso-eco para  medição  da    espessura  dos  tubos. Como  se  sabe,  o  transdutor   converte  pulso  elétrico  em  ultra-som e  é  através da  circulação    das   ondas  de  US que  se  realizam  as  medições das  paredes   interna  e  externas  dos  tubos.

A  limpeza  externa  e  interna  dos   tubos é  fundamental  para  aferir  resultados  confiáveis  do   Ensaio  IRIS. Uma  limpeza  ineficiente compromete o  esforço  e   configura  um  imenso  desperdício. Até   agora  a  limpeza   é  realizada  por  hidrojateamento  de  alta  pressão,  complementada  pelo   uso  de  produtos   químicos. Esse  método  tem-se  revelado  inadequado,  por   vários  motivos:

1) consumo   excessivo   de  água  tratada,  recurso natural  cada  dia  mais  escasso;
2) geração  indesejável  de  efluentes  líquidos,  que  precisam  ser  tratados;
3) ineficaz para   remover  completamente  produtos  pesados e  incrustações organometálicas;
4) o  hidrojato reduz  os  esforços  da  indústria por  uma  produção  mais  limpa  e  eco eficiente.

O  jato  de  C0² (gelo seco) é  uma   tecnologia eco     eficiente  para  a  limpeza  de  máquinas  e    equipamentos  industriais e,  sem   dúvida,  a  mais  indicada para  a  limpeza  de  tubos de  trocadores  de  calor, deixando-os  preparados  para  a  aplicação  do  Ensaio  IRIS. A   aplicação  dessa  inovadora  tecnologia  tem  vantagens  insuperáveis:

1) não  produz  resíduos  secundários,  é  isenta  de  água  e  conseqüentemente de  efluentes;
2) é  não  abrasiva e  em  razão  dessa  qualidade  não  danifica os componentes   dos  trocadores  de  calor;
3) as  partículas  de  gelo  seco são  aceleradas  por  ar comprimido  á  baixa  pressão e  a  limpeza  se  dá pela  contração  dos  materiais (choque  térmico) e  a  expansão   volumétrica  do  C0² (passagem  do  estado  sólido  para  o   gasoso);
4) não  é   tóxico,  nem  agressivo  ao  meio  ambiente na medida  que  não  acrescenta  C0² à  natureza,  concluindo  um   ciclo  de  captura,  reciclagem  e  devolução do   dióxido  de  carbono.

A  tecnologia  do  jateamento  de  C0²  é  largamente  utilizada   nos  EUA  e  Europa e  recebeu  o  aval  da FDA,  USDA E EPA  respeitáveis  organismos  oficiais  norte-americanos  de   controle  da  poluição.

O JATEAMENTO DE GELO SECO E A INDÚSTRIA DE ALIMENTOS: DESCONTAMINAÇÃO E RAPIDEZ.

   A indústria de alimentos é, sem dúvida, um setor onde a limpeza das máquinas e equipamentos representa um ponto que merece especial atenção. Quando estamos falando em alimentos, o item limpeza deve ser executado com um grau de profundidade muito alto se comparado a outros segmentos industriais. Há a necessidade de uma ação profunda que remova não somente os resíduos de produção e incrustações como também elimine bactérias e fungos como salmonela, listeria, E.Coli, entre outros que ameaçam a saúde humana e consequentemente comprometem a qualidade dos produtos.  Nesse ponto os órgãos de vigilância sanitária em todo o mundo são contundentes em estabelecer normas de limpeza técnica que devem ser seguidas pelas empresas de fabricação, transporte e conservação de alimentos. Portanto, a limpeza das máquinas e equipamentos é sempre uma etapa da produção que se revela custosa e dispendiosa, pois requer tempo, parada, montagem e desmontagem das máquinas.
  Nesse sentido, o item limpeza na produção de uma fabrica de alimentos deve ser feito com excelência. Atualmente, grande parte das indústrias baianas de alimentos usam hidro jateamento e ações mecânicas manuais (espátula, lixadeira etc.) para limpezas de baixa profundidade e recorrem a produtos químicos para a eliminação de bactérias. A primeira técnica é geralmente usada na manutenção de equipamentos como trocadores de calor e condensadores, que não têm contato direto com o produto final, mas sim função essencial para o pleno funcionamento de qualquer fábrica. O grande problema destas alternativas é o alto desgaste do material causado pela abrasão do hidro jateamento e pela agressão dos métodos manuais. Isso contribui para a diminuição da vida útil dos equipamentos. Por outro lado há grande geração de resíduos que deverão ser adequadamente tratados, representando aumento nos custos da operação de limpeza. Sem falar no impacto ambiental por conta do alto consumo de água. A limpeza dos equipamentos que têm contato direto com os alimentos é usualmente feito com produtos químicos que eliminam as bactérias. O objetivo final é alcançado com muitos inconvenientes que implicam em perdas na produtividade. Para a realização deste tipo de limpeza é necessária a desmontagem de máquinas que requer mão de obra especializada; qualquer tempo com as máquinas paradas para manutenção representa baixa na produtividade, comprometendo o faturamento da empresa. A montagem também requer mão de obra de alto nível e nem sempre as máquinas são ajustadas conforme se deseja. O fator desmontagem/montagem é de fato uma etapa indesejável.
   Surge nesse contexto a tecnologia do jateamento com gelo seco. Essa tecnologia permite a transposição de muitos desses inconvenientes acima explorados. Consiste na aceleração de partículas de CO² sólido a uma pressão baixa (entre 1 e 20 bar) via ar comprimido para a realização de limpeza técnica, remoção de tintas, óleos, carepas, incrustações, aglutinados e eliminação de bactérias como salmonela, E. Coli, listeria, entre outros. A forma como é efetuada a limpeza é pela conjugação de dois fatores: contração e expansão. A contração acontece por conta do choque térmico causado pela temperatura de -78º C do gelo seco, fazendo com que a sujidade se contraia em diferente proporção do material base, desagregando qualquer coisa. A expansão se dá por conta da sublimação do gelo seco, que passa do estado sólido direto para o gasoso aumento seu volume em 800 vezes. Isto ocorre como micro explosões  que igualmente agem para desagregar a sujidade.
 Essa técnica permite a limpeza de todos os equipamentos de uma fábrica de alimentos sem os inconvenientes que outras técnicas exigem. É uma tecnologia não abrasiva, portanto não causa desgaste ao material base que esta sujeito ao jateamento. Não deixa qualquer resíduo secundário, uma vez que o CO² sublima, voltando para a atmosfera de que foi retirado sem acrescentar volume desse gás, ou seja, ambientalmente correto. Chama a atenção para a indústria de alimentos o seu caráter descontaminante. Por conta da temperatura de 78º C negativos nenhum organismo sobrevive à ação do jateamento com gelo seco. Um estudo realizado pelo instituto americano MicroBioSience (link anexado abaixo) revelou o sucesso dessa técnica para a eliminação de bactérias. Por outro lado, os bicos especiais que contamos para o jateamento dispensa a necessidade de desmontagem/montagem dos equipamentos, agregando assim um alto ganho de produtividade.
   O jateamento de gelo seco é, portanto, a solução inovadora que vem para sanar problemas na indústria alimentícia. As indústrias de alimentos baianas não mais estão reféns de técnicas de limpeza industrial ultrapassadas e obsoletas, pois a Bahia já conta uma empresa especializada em jateamento de gelo seco, a AIB (Argo Ice Blaster). 

CONHEÇA NOSSAS MÁQUINAS: ALTA TECNOLOGIA PARA A ECOEFICIÊNCIA.

  A AIB (Argo Ice Blaster) se orgulha se trabalhar com máquinas de última geração e alta tecnologia, podendo desta forma oferecer um serviço de alta performance, resolvendo problemas que a indústria baiana encontra no item limpeza da produção. Usamos duas tecnologias; o jateamento com gelo seco (CO² sólido) e o jateamento por aero abrasão.
  No departamento de jateamento com gelo seco, a AIB conta com dois tipos de máquinas, ambos da líder mundial na fabricação de máquinas desta tecnologia, a consagrada empresa americana Cold Jet.
 Quando a precisão e a sensibilidade são exigentes fatores, a máquina perfeita é a i³ MicroClean. Como seu nome sugere, esta máquina é mais indicada para limpezas pequenas e sensíveis. A i³ MicroClean trabalha com a tecnologia de raspagem de blocos cilíndricos de gelo seco. Isso permite que a granulação do gelo seco jateado seja mínima, semelhante a um açúcar de confeiteiro. Por esse motivo, conjugado com bicos pequenos que penetram em orifícios minúsculos e delicados, a i³ MicroClean permite a ação profunda em limpeza de moldes de injeção e extrusão, painéis e componentes elétricos, trocadores de calor pequenos, entre inúmeros equipamentos industrias. Essa máquina trabalha à baixa pressão, desde 0,2 bar até seu limite com 8 bar. Descrição: C:\Users\MARCELO CORDEIRO\Desktop\microClean-lg.jpg

  Outro modelo de máquina jateadora de gelo seco usada pela AIB é a Aero 80 HP. Esta máquina é a top de linha da Cold Jet. Trabalha com o gelo seco em formato de pellets, semelhantes a grãos de arroz. A Aero 80 HP opera com uma pressão de 3 até 20 bar, sendo aconselhado seu uso para remoção de incrustações pesadas, trocadores de calor mais robustos; é a máquina que “topa qualquer parada”. Contudo, a versatilidade desta máquina é incrível, não se restringindo a serviços pesados. Conta com diferentes bicos que se a adaptam para as mais variadas situações. Bicos granuladores que diminuem o tamanho dos pallets, bicos curvos para ocasiões que se façam necessários, bicos de alta pressão, bicos flexíveis. Descrição: C:\Users\MARCELO CORDEIRO\Desktop\Aero_80_HP_Dry_Ice_Blaster.jpg
   No departamento de aero abrasão, criado para oferecer uma alternativa abrasiva para serviços que exijam essa característica (criação de perfil de rugosidade, eliminação de carepa de laminação), a AIB conta com duas máquinas: a IBIX 25 e a IBIX 09. Não se diferenciam muito, apenas o tamanho e potência.
   Essas máquinas trabalham conjugando abrasivos inertes com água, possibilitando a ação abrasiva mesmo à baixas pressões. Operam com pressão de 0,2 até 08 bar. São alimentadas por ar comprimido e o inerte abrasivo mais indicado para o serviço em questão. Usam o garnet, mineral com dureza elevada (8 mol) que permite tem forte característica abrasiva; o carbonato de cálcio, elemento com menor característica abrasiva indicado para serviços mais delicados e o bicarbonato de cálcio que representa um meio termo entre os dois anteriores. Ambos os elementos jateados não são tóxicos ou poluentes, podendo ser reaproveitados e quando esgotadas suas possibilidades são de fácil disposição.  

O MICRO JATEAMENTO POR AERO ABRASÃO

A ARGO ICE  BLASTER  MÁQUINAS  E  EQUIPAMENTOS LTDA. - AIB é  uma  empresa  especializada na  limpeza  de  máquinas  e  equipamentos de  unidades  industriais,  complexos  comerciais (shopping  Center),  construção civil  e limpeza e restauração  de  bens  relacionados   ao  patrimônio   histórico  e  cultural.

Para  atingir  esses   cometimentos opera   com  diversas  tecnologias  de  última  geração.  Visando   proceder  a  remoção  de  tintas e   corrosão e  a  preparação  de  superfície,  com  abertura  de  perfil  de  rugosidade  para   ancoragem  de  pintura    a  AIB  trabalha  com   a  tecnologia  de micro  jateamento  por  aero  abrasão,   aplicando o  inerte específico  IBIX ART.

IBIX  ART  é  um  abrasivo específico  para  Aero-Abrasão selecionada  pela  IBIX  para aplicação  com  as  Eco-jateadoras IBIX e  os  equipamentos  para micro   aero abrasão IBIX  e HELIX.

É  um  mineral  natural  totalmente   ecológico,  utilizável  em  um  vastíssimo   campo  de aplicações  em  jateamento  e  micro  jateamento,  a  seco  e  a  úmido  graças  às  numerosas curvas  granulométricas  disponíveis.

ECONÔMICO, LIMPO   E  SEGURO

A  minúscula   composição  de  seu   cristal,  um  alto  peso  específico  e  as  mais  baixas  pressões  de  jateamento  permitem um  menor   consumo  de  abrasivo  que  se  reduz   até 50-75%  em  relação  aos  abrasivos  tradicionais  utilizados  em  jateamento.  De  fato,   o   abrasivo  para  Aero  Abrasão IBIX  ART possui  uma   forte  velocidade  de   corte,  razão  do  alto  número  de  grãos  de  agregado  por   volume  que  age   sobre a   superfície (144/unidades  de   volume   contra 85  para  as  escorias).

Este   abrasivo  é   quimicamente  neutro  e  não   metálico. É  livre  de   substâncias   tóxicas,  não  libera   sílica  e  não  é   cancerígeno.  É   totalmente   ecológico e,  portanto,  em   conformidade  com  as  normas  relacionadas  à  proteção   do  ambiente e  da  segurança  do  trabalho.  É  livre  de  ferrite,  não   contém  impurezas,  nem   contaminantes,  não é  radioativo  e   é   isento  de   sal.   Tais  características,  juntamente   aos  baixos   consumos,  ,  reduzem   consideravelmente  os   custos  finais.

Graças a   sua  atoxicidade o  abrasivo  para  aero-abrasão  está  bem  abaixo  dos  valores  máximos  definidos   pelas  normativas  em  relação  aos   componentes  silicogenos  (silício   cristalino),  tóxicos  e   cancerígenos,  garantindo  um  ambiente  de  trabalho  seguro  e  limpo   com  uma  sensível  redução  da  rumorosidade.






PERFIL   DE  RUGOSIDADE

O  IBIX  ART  para  aero  abrasão  é  caracterizado  por  uma  elevada  dureza  (7,5 – 8 Mohs)  e  tenacidade,  uma  baixíssima  friabilidade  e  um   elevado  peso   específico (4.1).  Tais  características ,  juntamente  á morfologia  sub-angular,  consente  em  executar  o jateamento  a  seco  sem a   dispersão  de  pó,  atingindo  uma   qualidade  de  jateamento   superior  com  uma  uniforme  e  bem   controlada   rugosidade superficial  modulável em  razão  da  granulometria utilizada e  à  baixa  pressão  de  ar   comprimido  ( cêrca  de  5  a  6  bar). O  standard de  jateamento  SA3  se  obtém sem  nenhuma   dificuldade.

O  elevado  peso  específico e  a  dureza  do  abrasivo  permitem  transferir uma  grande  quantidade  de  energia  cinética   no  momento   do   impacto   sobre  o   substrato, traduzindo-se  em  um  notável  aumento   de  eficácia  do  jateamento e  assegurando  a  abertura  da rugosidade  almejada.



FIM


ENTENDA A TECNOLOGIA DO JATEAMENTO COM GELO SECO

  O jateamento com Gelo Seco (CO² sólido) é uma técnica inovadora inicialmente desenvolvida pela agencia espacial americana (NASA) para a limpeza das estações orbitais. Como muitas tecnologias, encontrou aplicabilidades diversas para a sociedade civil, principalmente na indústria.
  Trata-se de um sistema de jateamento alimentado por ar comprimido à baixa pressão (0,2 à 20 bar ou de 50 à 300 psi). Nesse sentido, assemelha-se à outras técnicas de jateamento conhecidas pela indústria brasileira, como o hidro jateamento, jateamento de esferas de vidro, granalhas de aço, escória de cobre e areia. Todas essas técnicas, no entanto, recorrem à ação abrasiva de seus materiais e utilizam alta pressão (20.000 à 50.000 psi); realizam a limpeza pelo fenômeno do choque cinético, sempre provocando desgaste na superfície trabalhada.
   O jateamento com gelo seco por outro lado, recorre muito pouco ao choque cinético para atingir a limpeza e recuperação plena de máquinas e equipamentos industriais. A limpeza é realizada principalmente pela conjugação de dois fatores: primeiramente, o choque térmico produzido pela baixa temperatura do CO² sólido (- 78º C), que faz com que a sujidade e o material base se contraiam em diferentes proporções, agindo a desagregar a sujeira; em segundo lugar a expansão volumétrica do CO² ao passar do estado sólido direto para o gasoso. Essa expansão funciona como micro explosões que aumentam o volume do CO² em 800 vezes. Desta maneira empurra a sujidade fazendo-a desprender-se da superfície trabalhada.
  Com esses fatores, as principais vantagens do uso do jateamento com gelo seco em substituição dos métodos tradicionalmente usados aparecem. Por conta do efeito da sublimação do CO² (passagem do estado sólido direto para o gasoso) essa técnica é não abrasiva, não deixa resíduos secundários e é não poluente. Quando o gelo seco sublima em contato com a superfície e transforma-se em gás, o mesmo retorna à atmosfera de onde foi retirado sem gerar resíduos secundários e sem acrescentar volume de CO² à natureza. Desta maneira é ambientalmente correto e não requer custos adicionais para tratamento de efluentes ou disposição de resíduos.