A indústria de alimentos é, sem dúvida, um setor onde a limpeza das máquinas e equipamentos representa um ponto que merece especial atenção. Quando estamos falando em alimentos, o item limpeza deve ser executado com um grau de profundidade muito alto se comparado a outros segmentos industriais. Há a necessidade de uma ação profunda que remova não somente os resíduos de produção e incrustações como também elimine bactérias e fungos como salmonela, listeria, E.Coli, entre outros que ameaçam a saúde humana e consequentemente comprometem a qualidade dos produtos. Nesse ponto os órgãos de vigilância sanitária em todo o mundo são contundentes em estabelecer normas de limpeza técnica que devem ser seguidas pelas empresas de fabricação, transporte e conservação de alimentos. Portanto, a limpeza das máquinas e equipamentos é sempre uma etapa da produção que se revela custosa e dispendiosa, pois requer tempo, parada, montagem e desmontagem das máquinas.
Nesse sentido, o item limpeza na produção de uma fabrica de alimentos deve ser feito com excelência. Atualmente, grande parte das indústrias baianas de alimentos usam hidro jateamento e ações mecânicas manuais (espátula, lixadeira etc.) para limpezas de baixa profundidade e recorrem a produtos químicos para a eliminação de bactérias. A primeira técnica é geralmente usada na manutenção de equipamentos como trocadores de calor e condensadores, que não têm contato direto com o produto final, mas sim função essencial para o pleno funcionamento de qualquer fábrica. O grande problema destas alternativas é o alto desgaste do material causado pela abrasão do hidro jateamento e pela agressão dos métodos manuais. Isso contribui para a diminuição da vida útil dos equipamentos. Por outro lado há grande geração de resíduos que deverão ser adequadamente tratados, representando aumento nos custos da operação de limpeza. Sem falar no impacto ambiental por conta do alto consumo de água. A limpeza dos equipamentos que têm contato direto com os alimentos é usualmente feito com produtos químicos que eliminam as bactérias. O objetivo final é alcançado com muitos inconvenientes que implicam em perdas na produtividade. Para a realização deste tipo de limpeza é necessária a desmontagem de máquinas que requer mão de obra especializada; qualquer tempo com as máquinas paradas para manutenção representa baixa na produtividade, comprometendo o faturamento da empresa. A montagem também requer mão de obra de alto nível e nem sempre as máquinas são ajustadas conforme se deseja. O fator desmontagem/montagem é de fato uma etapa indesejável.
Surge nesse contexto a tecnologia do jateamento com gelo seco. Essa tecnologia permite a transposição de muitos desses inconvenientes acima explorados. Consiste na aceleração de partículas de CO² sólido a uma pressão baixa (entre 1 e 20 bar) via ar comprimido para a realização de limpeza técnica, remoção de tintas, óleos, carepas, incrustações, aglutinados e eliminação de bactérias como salmonela, E. Coli, listeria, entre outros. A forma como é efetuada a limpeza é pela conjugação de dois fatores: contração e expansão. A contração acontece por conta do choque térmico causado pela temperatura de -78º C do gelo seco, fazendo com que a sujidade se contraia em diferente proporção do material base, desagregando qualquer coisa. A expansão se dá por conta da sublimação do gelo seco, que passa do estado sólido direto para o gasoso aumento seu volume em 800 vezes. Isto ocorre como micro explosões que igualmente agem para desagregar a sujidade.
Essa técnica permite a limpeza de todos os equipamentos de uma fábrica de alimentos sem os inconvenientes que outras técnicas exigem. É uma tecnologia não abrasiva, portanto não causa desgaste ao material base que esta sujeito ao jateamento. Não deixa qualquer resíduo secundário, uma vez que o CO² sublima, voltando para a atmosfera de que foi retirado sem acrescentar volume desse gás, ou seja, ambientalmente correto. Chama a atenção para a indústria de alimentos o seu caráter descontaminante. Por conta da temperatura de 78º C negativos nenhum organismo sobrevive à ação do jateamento com gelo seco. Um estudo realizado pelo instituto americano MicroBioSience (link anexado abaixo) revelou o sucesso dessa técnica para a eliminação de bactérias. Por outro lado, os bicos especiais que contamos para o jateamento dispensa a necessidade de desmontagem/montagem dos equipamentos, agregando assim um alto ganho de produtividade.
O jateamento de gelo seco é, portanto, a solução inovadora que vem para sanar problemas na indústria alimentícia. As indústrias de alimentos baianas não mais estão reféns de técnicas de limpeza industrial ultrapassadas e obsoletas, pois a Bahia já conta uma empresa especializada em jateamento de gelo seco, a AIB (Argo Ice Blaster).
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