O Ensaio IRIS – Internal Rotary Inspection System- é o método mais avançado para avaliar a espessura dos tubos de um permutador de calor e identificar as condições em que os mesmos estão operando num equipamento casco-tubo, a fim de que a troca de fluidos se realize nos padrões desejados.
Desde 1992, quando está técnica foi introduzida entre nós, que a engenharia nacional vem trabalhando para aperfeiçoar o seu funcionamento. Atualmente, modernos equipamentos digitais proporcionam melhores resultados do Ensaio IRIS, sistema que se baseia na técnica ultra-sônica de pulso-eco para medição da espessura dos tubos. Como se sabe, o transdutor converte pulso elétrico em ultra-som e é através da circulação das ondas de US que se realizam as medições das paredes interna e externas dos tubos.
A limpeza externa e interna dos tubos é fundamental para aferir resultados confiáveis do Ensaio IRIS. Uma limpeza ineficiente compromete o esforço e configura um imenso desperdício. Até agora a limpeza é realizada por hidrojateamento de alta pressão, complementada pelo uso de produtos químicos. Esse método tem-se revelado inadequado, por vários motivos:
1) consumo excessivo de água tratada, recurso natural cada dia mais escasso;
2) geração indesejável de efluentes líquidos, que precisam ser tratados;
3) ineficaz para remover completamente produtos pesados e incrustações organometálicas;
4) o hidrojato reduz os esforços da indústria por uma produção mais limpa e eco eficiente.
O jato de C0² (gelo seco) é uma tecnologia eco eficiente para a limpeza de máquinas e equipamentos industriais e, sem dúvida, a mais indicada para a limpeza de tubos de trocadores de calor, deixando-os preparados para a aplicação do Ensaio IRIS. A aplicação dessa inovadora tecnologia tem vantagens insuperáveis:
1) não produz resíduos secundários, é isenta de água e conseqüentemente de efluentes;
2) é não abrasiva e em razão dessa qualidade não danifica os componentes dos trocadores de calor;
3) as partículas de gelo seco são aceleradas por ar comprimido á baixa pressão e a limpeza se dá pela contração dos materiais (choque térmico) e a expansão volumétrica do C0² (passagem do estado sólido para o gasoso);
4) não é tóxico, nem agressivo ao meio ambiente na medida que não acrescenta C0² à natureza, concluindo um ciclo de captura, reciclagem e devolução do dióxido de carbono.
A tecnologia do jateamento de C0² é largamente utilizada nos EUA e Europa e recebeu o aval da FDA, USDA E EPA respeitáveis organismos oficiais norte-americanos de controle da poluição.

