quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

ENTENDA A TECNOLOGIA DO JATEAMENTO COM GELO SECO

  O jateamento com Gelo Seco (CO² sólido) é uma técnica inovadora inicialmente desenvolvida pela agencia espacial americana (NASA) para a limpeza das estações orbitais. Como muitas tecnologias, encontrou aplicabilidades diversas para a sociedade civil, principalmente na indústria.
  Trata-se de um sistema de jateamento alimentado por ar comprimido à baixa pressão (0,2 à 20 bar ou de 50 à 300 psi). Nesse sentido, assemelha-se à outras técnicas de jateamento conhecidas pela indústria brasileira, como o hidro jateamento, jateamento de esferas de vidro, granalhas de aço, escória de cobre e areia. Todas essas técnicas, no entanto, recorrem à ação abrasiva de seus materiais e utilizam alta pressão (20.000 à 50.000 psi); realizam a limpeza pelo fenômeno do choque cinético, sempre provocando desgaste na superfície trabalhada.
   O jateamento com gelo seco por outro lado, recorre muito pouco ao choque cinético para atingir a limpeza e recuperação plena de máquinas e equipamentos industriais. A limpeza é realizada principalmente pela conjugação de dois fatores: primeiramente, o choque térmico produzido pela baixa temperatura do CO² sólido (- 78º C), que faz com que a sujidade e o material base se contraiam em diferentes proporções, agindo a desagregar a sujeira; em segundo lugar a expansão volumétrica do CO² ao passar do estado sólido direto para o gasoso. Essa expansão funciona como micro explosões que aumentam o volume do CO² em 800 vezes. Desta maneira empurra a sujidade fazendo-a desprender-se da superfície trabalhada.
  Com esses fatores, as principais vantagens do uso do jateamento com gelo seco em substituição dos métodos tradicionalmente usados aparecem. Por conta do efeito da sublimação do CO² (passagem do estado sólido direto para o gasoso) essa técnica é não abrasiva, não deixa resíduos secundários e é não poluente. Quando o gelo seco sublima em contato com a superfície e transforma-se em gás, o mesmo retorna à atmosfera de onde foi retirado sem gerar resíduos secundários e sem acrescentar volume de CO² à natureza. Desta maneira é ambientalmente correto e não requer custos adicionais para tratamento de efluentes ou disposição de resíduos. 

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